A vida tal como ela é, não se empresta, não se vende, sente-se, partilha-se com ela emoções, angústias e acasos, meros episódios de um quotidiano simples ou complexo, depende apenas da interpretação de cada ser humano.
A vida tal como ela é, deve ser vivida a cada instante, fazer dela, uma memória rica, um folhear intenso de cada capitulo, ela tem de ser como um livro, que obrigue o seu leitor a permanecer colado ao seu enredo, ávido e desejoso de informação, obrigar à sua permanência, fluir a alma e o corpo num só, inundar de lágrimas e pincelar de sorrisos cada momento...
VIDA ESTA QUE CAUSAS EM MIM, MUITO MAIS QUE MERA INDIFERENÇA, QUE TENS TUDO DE BOM E AO MESMO TEMPO TUDO ERRADO, MAS ÉS VIDA EM TODO O SEU ESPLENDOR...
quinta-feira, abril 05, 2007
Fogo
Fogo que ardes na alma dos apaixonados,
Fogo que incendeias mil e uma paixões,
Fogo que dás calor no inverno e que cozinhas a nossa comida,
Fogo que queimas florestas,
Fogo que dás uma carga de trabalhos aos bombeiros,
Fogo que és luz, combustão, pedaços de loucura,
Fogo que és chama que ardes dentro de nós,
Fogo que és a brasa que desperta uma melodia singular,
Fogo que és tudo e por vezes nada pareces ser.
Fogo que incendeias mil e uma paixões,
Fogo que dás calor no inverno e que cozinhas a nossa comida,
Fogo que queimas florestas,
Fogo que dás uma carga de trabalhos aos bombeiros,
Fogo que és luz, combustão, pedaços de loucura,
Fogo que és chama que ardes dentro de nós,
Fogo que és a brasa que desperta uma melodia singular,
Fogo que és tudo e por vezes nada pareces ser.
Se eu pudesse...
Se eu pudesse dedilhava com carinho uns acordes musicais, cantarolava uma letra sem sentido, só para a ver sorrir, esse sorriso, inundaria a minha alma, dando-lhe cor.
A música contagia a alma, enriquece-a com ritmos e sabedorias, acalma-a, inquieta-a quando a transição é mais acelerada. A música é vida, é o rio que transborda de sentimentos, é a loucura sã para ser vivida.
A música sou eu e és tu, somos nós e são eles, a música é tudo, sem ela não somos praticamente nada...
A música contagia a alma, enriquece-a com ritmos e sabedorias, acalma-a, inquieta-a quando a transição é mais acelerada. A música é vida, é o rio que transborda de sentimentos, é a loucura sã para ser vivida.
A música sou eu e és tu, somos nós e são eles, a música é tudo, sem ela não somos praticamente nada...
segunda-feira, março 12, 2007
Bék
Após alguns escassos meses de retiro, cá estou eu novamente em alta...
Além da azáfama laboral, que nos últimos tempos tem sido de doidos, também a vontade de escrever não abunda, o acumular de horas mal dormidas, não ajudam em nada o processo criativo e a escrita não flui...
Agora estou determinado novamente a escrevinhar com a regularidade que caracterizou os primeiros tempos de vida deste blog.
Durante a minha curta ausência nada mudou, nem para melhor, nem para pior ...
Além da azáfama laboral, que nos últimos tempos tem sido de doidos, também a vontade de escrever não abunda, o acumular de horas mal dormidas, não ajudam em nada o processo criativo e a escrita não flui...
Agora estou determinado novamente a escrevinhar com a regularidade que caracterizou os primeiros tempos de vida deste blog.
Durante a minha curta ausência nada mudou, nem para melhor, nem para pior ...
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Grrrrrrrrrrrr
Já tenho idade para saber o que quero, e continuo a agir que nem um adolescente, se eu não levo quase nada a sério, como me podem levar a sério.
Ah pois é, se me der na pinha e disser eu gosto muito de ti, é lógico que se vai rir, e dizer, lá estás tu a reinar...
Mas agora também já é tarde para mudar, não me conheço de outra maneira, só doente é que me porto com juizo, mas ai pareço um zombie, que nem esboçar o sorriso eu esboço.
Verdade seja dita, eu não brinco com coisas sérias, por isso, se me estás a ler, e se eu te disser que gosto de ti, é porque gosto mesmo, pois eu não brinco em serviço ...
Dito isto, voltemos à postura do sorriso de orelha a orelha e armado em palhaço, pois para amarga já basta a vida.
P.S.-> Sim, eu gosto mesmo muito de ti, até um cego o consegue ver...
Ah pois é, se me der na pinha e disser eu gosto muito de ti, é lógico que se vai rir, e dizer, lá estás tu a reinar...
Mas agora também já é tarde para mudar, não me conheço de outra maneira, só doente é que me porto com juizo, mas ai pareço um zombie, que nem esboçar o sorriso eu esboço.
Verdade seja dita, eu não brinco com coisas sérias, por isso, se me estás a ler, e se eu te disser que gosto de ti, é porque gosto mesmo, pois eu não brinco em serviço ...
Dito isto, voltemos à postura do sorriso de orelha a orelha e armado em palhaço, pois para amarga já basta a vida.
P.S.-> Sim, eu gosto mesmo muito de ti, até um cego o consegue ver...
domingo, dezembro 24, 2006
A todos um BOM NATAL
Em familia reunidos,
neste dia especial,
toda a gente espera,
pelo Santo Pai Natal.
Os miudos acreditam,
os pais dão uma mão,
há que manter a magia,
e continuar a tradição.
E para que não falte nada,
este versinho vai a caminho,
desejando Boas Festas,
e votos de um Bom Aninho!!!
BOAS FESTAS
neste dia especial,
toda a gente espera,
pelo Santo Pai Natal.
Os miudos acreditam,
os pais dão uma mão,
há que manter a magia,
e continuar a tradição.
E para que não falte nada,
este versinho vai a caminho,
desejando Boas Festas,
e votos de um Bom Aninho!!!
BOAS FESTAS
quarta-feira, dezembro 20, 2006
Ai esta vidinha
A vida é sempre uma montanha Russa de emoções, ora estamos numa fase super animada, como de repente caimos numa "tristeza" inquietante que resulta de notícias demolidoras, capazes de corromper todas as résteas de esperança que nos abraçam, tornando duro o nosso viver...
Depois consoante cada um, reagimos de uma maneira muito própria.
Há os optimistas, que é o meu caso, que conseguem tirar sempre algo de positivo de tudo, que acreditam que tudo acontece por alguma razão e que o importante é sairmos sempre com uma lição de vida.
Uso esta máxima em tudo na minha vida, desde o acontecimento mais simples, até ao mais complexo.
Entro em tudo de cabeça, sem pensar na minima hipotese de não ser bem sucedido, e se no fim, se confirmar o insucesso, fico satisfeito por ter tentado, e sinto que nem me podem criticar, porque pelo menos tentei.
Ando numa fase encantada, que me leva a escrever e compor músicas, que depois as serenato à minha princesa.
A reacção a elas, perguntam vocês, confesso que quando as escrevi ou cantei esperava que cumprissem o fim a que se destinam, mas nesta altura do campeonato já nem sei o que pensar.
Nunca me arrependi de nada que fiz na vida, e se pudesse voltar atrás faria tudo da mesma forma.
Esperemos (agora que este ano está a findar) que em 2007 as coisas sejam pelo menos iguais a 2006.
Eu só tenho um desejo (aquele que eu queria mesmo, parece-me já não importar para nada) para 2007, que a saúde seja o bem mais precioso de todas as pessoas...
Depois consoante cada um, reagimos de uma maneira muito própria.
Há os optimistas, que é o meu caso, que conseguem tirar sempre algo de positivo de tudo, que acreditam que tudo acontece por alguma razão e que o importante é sairmos sempre com uma lição de vida.
Uso esta máxima em tudo na minha vida, desde o acontecimento mais simples, até ao mais complexo.
Entro em tudo de cabeça, sem pensar na minima hipotese de não ser bem sucedido, e se no fim, se confirmar o insucesso, fico satisfeito por ter tentado, e sinto que nem me podem criticar, porque pelo menos tentei.
Ando numa fase encantada, que me leva a escrever e compor músicas, que depois as serenato à minha princesa.
A reacção a elas, perguntam vocês, confesso que quando as escrevi ou cantei esperava que cumprissem o fim a que se destinam, mas nesta altura do campeonato já nem sei o que pensar.
Nunca me arrependi de nada que fiz na vida, e se pudesse voltar atrás faria tudo da mesma forma.
Esperemos (agora que este ano está a findar) que em 2007 as coisas sejam pelo menos iguais a 2006.
Eu só tenho um desejo (aquele que eu queria mesmo, parece-me já não importar para nada) para 2007, que a saúde seja o bem mais precioso de todas as pessoas...
segunda-feira, dezembro 18, 2006
Marley & Eu
Aproveitando esta azáfama das comprinhas de Natal, decidi presentear-me com um livro.
Entrei na livraria e não estando à procura de nada em concreto, olhei para a capa de um livro, e foi como que amor à primeira vista, a foto daquele belo exemplar de labrador, tomou conta do meu olhar e o sub-titulo conquistou-me de imediato, "A vida e o amor do pior cão do mundo".
Conforme ia lendo, sentia uma necessidade cada vez maior de chegar ao fim.
E durante as 300 e tal páginas, fiquei coladinho ao enredo, como se aquele cão, fosse o dos meus sonhos, todo gingão, todo traquina e inquieto. Sentia a cada página lida, diferentes emoções, que culminou numa sensação de tristeza (com direito a lágrimas envergonhadas e tudo) pelo triste fim do dito animal, mas foi uma excelente leitura que valeu todas as suas páginas.
Aconselho a leitura daquele excelente relato uma vida de companheirismo e do amor incondicional que um cão nos pode dar.
Entrei na livraria e não estando à procura de nada em concreto, olhei para a capa de um livro, e foi como que amor à primeira vista, a foto daquele belo exemplar de labrador, tomou conta do meu olhar e o sub-titulo conquistou-me de imediato, "A vida e o amor do pior cão do mundo".
Conforme ia lendo, sentia uma necessidade cada vez maior de chegar ao fim.
E durante as 300 e tal páginas, fiquei coladinho ao enredo, como se aquele cão, fosse o dos meus sonhos, todo gingão, todo traquina e inquieto. Sentia a cada página lida, diferentes emoções, que culminou numa sensação de tristeza (com direito a lágrimas envergonhadas e tudo) pelo triste fim do dito animal, mas foi uma excelente leitura que valeu todas as suas páginas.
Aconselho a leitura daquele excelente relato uma vida de companheirismo e do amor incondicional que um cão nos pode dar.
sábado, dezembro 09, 2006
A serenata
Conforme tinha magicado, preparei-lhe uma surpresa, ou melhor, antecipei uma delas, e juntei-as no mesmo momento e local. Sendo assim, aproveitei o dia dos seus anos e após ter composto uma música, cantei-lha.
Tinha tudo planeado ao pormenor (houve uma ligeira mudança de planos, porque o tempo não tem ajudado muito), mas mesmo assim, acho que foi um momento muito bonito ... O local não era o imaginado, mas acabou por ser um local familiar para ambos, o que tornou o ambiente super descontraido. Acho que a partir de hoje, o "cafonfo" nunca mais vai ser o mesmo.
Nunca me tinha dado ao trabalho de escrever uma letra e compor uma música, sempre que fiz serenatas (e fiz-o sempre alcoolizado), aproveitei a música de alguém mas desta vez (sóbrio), apeteceu-me ser diferente, quis fazer algo especial para uma princesa também muito especial.
Que tal me sai, perguntam vocês. E perguntam muito bem, eu acho que estive à altura, mas agora só o futuro dirá, por isso, façam como eu, não percam os próximos episódios...
P.S.-> Agora que lhe tomei o gosto, acho que não quero ficar por aqui ...
Tinha tudo planeado ao pormenor (houve uma ligeira mudança de planos, porque o tempo não tem ajudado muito), mas mesmo assim, acho que foi um momento muito bonito ... O local não era o imaginado, mas acabou por ser um local familiar para ambos, o que tornou o ambiente super descontraido. Acho que a partir de hoje, o "cafonfo" nunca mais vai ser o mesmo.
Nunca me tinha dado ao trabalho de escrever uma letra e compor uma música, sempre que fiz serenatas (e fiz-o sempre alcoolizado), aproveitei a música de alguém mas desta vez (sóbrio), apeteceu-me ser diferente, quis fazer algo especial para uma princesa também muito especial.
Que tal me sai, perguntam vocês. E perguntam muito bem, eu acho que estive à altura, mas agora só o futuro dirá, por isso, façam como eu, não percam os próximos episódios...
P.S.-> Agora que lhe tomei o gosto, acho que não quero ficar por aqui ...
quinta-feira, dezembro 07, 2006
Novo brinquedo
Tenho andado tão atarefado, que nem mencionei o facto de ter adquirido um carrinho novo.
Já estava mais que na hora, de investir em algo que me fazia falta, para não andar a pedinchar o carro dos pais ou do mano.
Sendo assim, comprei um Renault Clio Comercial, e até à data, já deve estar a fazer um mês que andamos juntos na estrada, tem demonstrado ser uma boa compra.
Agora falta arranjar uma companhia feminina, que queira constantemente ser co-pilota nas loucuras de ver o ponteiro coladinho aos 50 e em terceira. lololololol
Candidatas cheguem-se à frente eh eh eh eh ;)
Já estava mais que na hora, de investir em algo que me fazia falta, para não andar a pedinchar o carro dos pais ou do mano.
Sendo assim, comprei um Renault Clio Comercial, e até à data, já deve estar a fazer um mês que andamos juntos na estrada, tem demonstrado ser uma boa compra.
Agora falta arranjar uma companhia feminina, que queira constantemente ser co-pilota nas loucuras de ver o ponteiro coladinho aos 50 e em terceira. lololololol
Candidatas cheguem-se à frente eh eh eh eh ;)
sábado, novembro 25, 2006
Banda sonora...
Queria compor uma música, torná-la a mais bela das melodias.
Proporcionar a quem a ouvisse, momentos de libertação, calorosas loucuras recheadas de emoção.
Queria que ela transmitisse tudo de bom que a vida tem para oferecer, contudo, não me podia esquecer do menos bom, também faz parte.
Queria que cada letrinha junta, significa-se tanta coisa,sendo impossivel ficar apenas por ali.
Queria sentir arrepios a cada segundo tocado. Queria escutá-la em loop sem nunca me fartar.
Queria que fosse a banda sonora de um conto de encantar, adoraria que fosse feita para namorar.
Gostava que dois seres humanos a contempla-sem na mais doce intimidade.
Proporcionar a quem a ouvisse, momentos de libertação, calorosas loucuras recheadas de emoção.
Queria que ela transmitisse tudo de bom que a vida tem para oferecer, contudo, não me podia esquecer do menos bom, também faz parte.
Queria que cada letrinha junta, significa-se tanta coisa,sendo impossivel ficar apenas por ali.
Queria sentir arrepios a cada segundo tocado. Queria escutá-la em loop sem nunca me fartar.
Queria que fosse a banda sonora de um conto de encantar, adoraria que fosse feita para namorar.
Gostava que dois seres humanos a contempla-sem na mais doce intimidade.
quinta-feira, novembro 23, 2006
II
Sentado no jardim
imagino como seria
ter-te só para mim
era aquilo que eu queria.
Amor não só se partilha
como se vive em comunhão
Esta vida não é nada
se não se vive uma paixão.
imagino como seria
ter-te só para mim
era aquilo que eu queria.
Amor não só se partilha
como se vive em comunhão
Esta vida não é nada
se não se vive uma paixão.
sábado, outubro 14, 2006
Há noites
Há noites em que o céu tem um brilho mais forte, a luz torna-se mais harmoniosa e encanta todos os nossos passos.
Há noites em que o sono teima em não vir e impotentes esperamos que o cansaço nos vença, e nos leve a um encantado sonho.
Há noites em que somos constantemente envoltos num pesadelo, que dilacera sofridamente o nosso descansar.
Há noites que de tão mágicas, náo queremos que acabem, queremos sim, que se prolonguem por horas a fio.
Há noites em que o dia mais valia não ter nascido.
Há noites que o simples bater da chuva no vidro da nossa janela, nos faz uma companhia tão quente, tão desejada.
Há noites porém que não durmo porque simplesmente me recuso a acabar o dia ali.
Há noites em que o sono teima em não vir e impotentes esperamos que o cansaço nos vença, e nos leve a um encantado sonho.
Há noites em que somos constantemente envoltos num pesadelo, que dilacera sofridamente o nosso descansar.
Há noites que de tão mágicas, náo queremos que acabem, queremos sim, que se prolonguem por horas a fio.
Há noites em que o dia mais valia não ter nascido.
Há noites que o simples bater da chuva no vidro da nossa janela, nos faz uma companhia tão quente, tão desejada.
Há noites porém que não durmo porque simplesmente me recuso a acabar o dia ali.
quinta-feira, outubro 12, 2006
História II
"Devaneios do maluquinho" - M & M's
Meus amigos, escrevo esta pequena história, nuns calaboços escuros, sujos e húmidos.
Esta humidade já me está a fazer mal aos ossos, e agravou a minha renite.
Devido à mudança da medicação sinto-me mais liberto, daí que a fuga para o exterior foi uma questão de minutos.
Estava eu descansadinho desta vida, quando, surgido do nada, um porta-chaves brilhava no chão.
A príncipio fico desconfiado, olho em redor, e vejo apenas um Fiat 127 estacionado, penso para os meus botões, não vale a pena baixar-me para guiar um Fiat 127.
Olhei para o meu relógio, e reparei que esta minha indecisão além de me ter custado 15 minutos, fez-me perder a única camioneta que diariamente ali passava, não tive então outro remédio do que baixar-me e recolher o porta-chaves.
Depois de inspecionado, reparei que dizia "Queres dar um voltinha, liga-me beijo Kelly" e o respectivo número de telemóvel.
"Porra!" - Gritei entristecido, o telemóvel tinha ficado no hotel (Casa de Saúde do Telhal).
Voltei a mirar de relance o relógio e mais 25 minutos tinham passado, não tardaria a escurecer e eu que nunca tinha conduzido de dia, iria tentar conduzir à noite.
Eram precisamente dezoito horas e 35 minutos, quando iniciei mais uma aventura (loucura).
Avancei destemido para o Fiat 127 e enfiei a chave na fechadura, rodei para a direita e a porta magicamente abriu, entrei e comodamente sentei-me. Ajustei milimetricamente todos os dispositivos e fiz-me à estrada.
No arranque queimei uns bons cinco centimetros de pneu e o carro não saia do mesmo sitio, até que descobri que o tinha que o destravar, grande erro, assim que o destravei, não segurei o carro, e entrei pela esquadra dentro, parando na recepção.
Foi nesse momento que fui recebido com ar de poucos amigos, o polícia tinha entornado o café, a única coisa que o tornava menos carrancudo.
Sai do carro e gracejei, venho cá com o propósito de avisar que encontrei este carro e "agarradas" estavam estas chaves.
O polícia, com um ar demasiado altruista, perguntou: "Você é doido!!!!"
Como poderia eu responder, eu sei que não sou, no entanto a Dra. Alice não é da mesma opinião, pois é, nem imaginam o meu dilema, se por um lado queria dizer que sim, por outro temia o poder dessa palavra.
Enquanto tentava articular algumas palavras, fui presenteado com um enxerto de porrada, que só visto, porque contando não consigo estar à altura da "barbárie".
Nunca tinha visto tanto polícia junto, eles eram aos pontapés, vinham e iam aos pares, cada um com mais vontade que o outro, foi uma autêntica sinfonia, e se ao príncipio ainda ecoava bastantes ruidos, a meio, já o concerto tinha acabado para mim.
Perdi os sentidos, segundo me disse Comandante da esquadra, falou em queda de tensão, mas a queda que eu me lembrava tinha sido outra.
Nem foi a porrada que me chateou, o que me deprimiu mesmo, mas mesmo muito, foi ter falhado a hora da medicação, é que sem ela, não me situo neste mundo, sou um caso à parte.
Bolas é preciso ter mesmo azar, eu sem aqueles M&M's coloridos não sou ninguém!
"Devaneios do maluquinho" - M & M's
Meus amigos, escrevo esta pequena história, nuns calaboços escuros, sujos e húmidos.
Esta humidade já me está a fazer mal aos ossos, e agravou a minha renite.
Devido à mudança da medicação sinto-me mais liberto, daí que a fuga para o exterior foi uma questão de minutos.
Estava eu descansadinho desta vida, quando, surgido do nada, um porta-chaves brilhava no chão.
A príncipio fico desconfiado, olho em redor, e vejo apenas um Fiat 127 estacionado, penso para os meus botões, não vale a pena baixar-me para guiar um Fiat 127.
Olhei para o meu relógio, e reparei que esta minha indecisão além de me ter custado 15 minutos, fez-me perder a única camioneta que diariamente ali passava, não tive então outro remédio do que baixar-me e recolher o porta-chaves.
Depois de inspecionado, reparei que dizia "Queres dar um voltinha, liga-me beijo Kelly" e o respectivo número de telemóvel.
"Porra!" - Gritei entristecido, o telemóvel tinha ficado no hotel (Casa de Saúde do Telhal).
Voltei a mirar de relance o relógio e mais 25 minutos tinham passado, não tardaria a escurecer e eu que nunca tinha conduzido de dia, iria tentar conduzir à noite.
Eram precisamente dezoito horas e 35 minutos, quando iniciei mais uma aventura (loucura).
Avancei destemido para o Fiat 127 e enfiei a chave na fechadura, rodei para a direita e a porta magicamente abriu, entrei e comodamente sentei-me. Ajustei milimetricamente todos os dispositivos e fiz-me à estrada.
No arranque queimei uns bons cinco centimetros de pneu e o carro não saia do mesmo sitio, até que descobri que o tinha que o destravar, grande erro, assim que o destravei, não segurei o carro, e entrei pela esquadra dentro, parando na recepção.
Foi nesse momento que fui recebido com ar de poucos amigos, o polícia tinha entornado o café, a única coisa que o tornava menos carrancudo.
Sai do carro e gracejei, venho cá com o propósito de avisar que encontrei este carro e "agarradas" estavam estas chaves.
O polícia, com um ar demasiado altruista, perguntou: "Você é doido!!!!"
Como poderia eu responder, eu sei que não sou, no entanto a Dra. Alice não é da mesma opinião, pois é, nem imaginam o meu dilema, se por um lado queria dizer que sim, por outro temia o poder dessa palavra.
Enquanto tentava articular algumas palavras, fui presenteado com um enxerto de porrada, que só visto, porque contando não consigo estar à altura da "barbárie".
Nunca tinha visto tanto polícia junto, eles eram aos pontapés, vinham e iam aos pares, cada um com mais vontade que o outro, foi uma autêntica sinfonia, e se ao príncipio ainda ecoava bastantes ruidos, a meio, já o concerto tinha acabado para mim.
Perdi os sentidos, segundo me disse Comandante da esquadra, falou em queda de tensão, mas a queda que eu me lembrava tinha sido outra.
Nem foi a porrada que me chateou, o que me deprimiu mesmo, mas mesmo muito, foi ter falhado a hora da medicação, é que sem ela, não me situo neste mundo, sou um caso à parte.
Bolas é preciso ter mesmo azar, eu sem aqueles M&M's coloridos não sou ninguém!
Ai ai ai ...
Sonoro: ON Música: "Apache" - The Shadows
Cá estamos nós para mais um momento de escrita.
Regressei aos treinos de futsal, mas não me está a dar o gozo que pretendia, parece que ando por lá numa de frete. Por incrivel que pareça, prefiro ficar a trabalhar até mais tarde do que ir treinar.
Já me tinha acontecido o mesmo a meio da época passada, mas foi tudo devido a injustiças que assistia. Este ano, ainda agora começou e já estamos prestes a entrar no mesmo.
Já levo alguns aninhos desta vida e talvez seja por isso, que oscile entre gostar e odiar ir treinar, mas melhores dias virão, assim o espero.
Cá estamos nós para mais um momento de escrita.
Regressei aos treinos de futsal, mas não me está a dar o gozo que pretendia, parece que ando por lá numa de frete. Por incrivel que pareça, prefiro ficar a trabalhar até mais tarde do que ir treinar.
Já me tinha acontecido o mesmo a meio da época passada, mas foi tudo devido a injustiças que assistia. Este ano, ainda agora começou e já estamos prestes a entrar no mesmo.
Já levo alguns aninhos desta vida e talvez seja por isso, que oscile entre gostar e odiar ir treinar, mas melhores dias virão, assim o espero.
quarta-feira, outubro 11, 2006
História I
De vez em quando e aproveitanto o fraco movimento neste blog, vou premiar os visitantes com alguns devaneios do maluquinho, histórias inventadas por mim, sem o intuito de magoar ou ferir susceptibilidades, e para começar cá vai a primeira, fresquinha fresquinha...
"Devaneios do maluquinho" - O ínicio
"Fui internado no Telhal, para quem não sabe, o slogan daqui é: "Casa de Saúde do Telhal onde ninguém tem saúde mental"
Nem sei como consegui andar tantos anos discretamente misturado com os ditos sãos.
Ainda ando a magicar como é que me descobriram, não ando na rua apenas com uma gabardine, não me comporto como um animal, embora muitas vezes, quando acompanhado em situações de convívio com certos individuos (ai as miudas), tenha vontade de comportamentos animalescos, claramente criticados pela igreja Matriz.
Então o que falhou, pois bem, foi esse mesmo o assunto da primeira reunião de grupo, éramos poucos, para ai uns simples 57, espalhados cientificamente pelo Armazém.
A Dra. Matilde (nome pelo qual a Dra. Alice pretendeu ser chamada, também deve ser pouco maluca deve, mas não nos desviemos do assunto) começou por introduzir alguns dados, que achou pertinentes, como nome, idade, motivo pelo qual estávamos ali. Com a sorte que tive, calhou-me logo ser o primeiro a discursar.
Como não sou maluco, optei por um discurso ponderado, e iniciei as hostes com Bom dia, quando a noite já tinha caido há muito, não satisfeito, disse que me chamava Adolf Bomàparte (estou altamente enraizado na cultura alemã e Francesa) e que tinha perdido as contas à minha idade quando chegara às 100 primaveras, e o motivo, tinha que responder ao motivo, pois bem, sem pestanejar respondi, alguém e eu não sou de acusar a Dra. Alice, achou que eu não tinha mais nada que fazer do que vir a esta reunião.
Suspirei de alívio, sem me lembrar das represálias que viriam a seguir...
Os outros 56 individuos sãos aplaudiram de pé o meu discurso, constatei naquele instante que uma carreira política poderia ter despontado, já só faltariam 4944 assinaturas para sentir o poder de comandar um País na conquista do mundo.
Quando recuperei os sentidos estava amarrado a uma marquesa, ressacado e estranhamente sem forças...
Cheiro a alcool que até tresando, tão depressa não bebo mais..."
"Devaneios do maluquinho" - O ínicio
"Fui internado no Telhal, para quem não sabe, o slogan daqui é: "Casa de Saúde do Telhal onde ninguém tem saúde mental"
Nem sei como consegui andar tantos anos discretamente misturado com os ditos sãos.
Ainda ando a magicar como é que me descobriram, não ando na rua apenas com uma gabardine, não me comporto como um animal, embora muitas vezes, quando acompanhado em situações de convívio com certos individuos (ai as miudas), tenha vontade de comportamentos animalescos, claramente criticados pela igreja Matriz.
Então o que falhou, pois bem, foi esse mesmo o assunto da primeira reunião de grupo, éramos poucos, para ai uns simples 57, espalhados cientificamente pelo Armazém.
A Dra. Matilde (nome pelo qual a Dra. Alice pretendeu ser chamada, também deve ser pouco maluca deve, mas não nos desviemos do assunto) começou por introduzir alguns dados, que achou pertinentes, como nome, idade, motivo pelo qual estávamos ali. Com a sorte que tive, calhou-me logo ser o primeiro a discursar.
Como não sou maluco, optei por um discurso ponderado, e iniciei as hostes com Bom dia, quando a noite já tinha caido há muito, não satisfeito, disse que me chamava Adolf Bomàparte (estou altamente enraizado na cultura alemã e Francesa) e que tinha perdido as contas à minha idade quando chegara às 100 primaveras, e o motivo, tinha que responder ao motivo, pois bem, sem pestanejar respondi, alguém e eu não sou de acusar a Dra. Alice, achou que eu não tinha mais nada que fazer do que vir a esta reunião.
Suspirei de alívio, sem me lembrar das represálias que viriam a seguir...
Os outros 56 individuos sãos aplaudiram de pé o meu discurso, constatei naquele instante que uma carreira política poderia ter despontado, já só faltariam 4944 assinaturas para sentir o poder de comandar um País na conquista do mundo.
Quando recuperei os sentidos estava amarrado a uma marquesa, ressacado e estranhamente sem forças...
Cheiro a alcool que até tresando, tão depressa não bebo mais..."
A escrita ...
Sonoro: ON Música: "Foi Feitiço" André Sardet
A escrita, melodia essa que ultimanente não quer nada comigo...
Estarei a passar um momento de fraca inspiração, ou estarei apenas cansado de escrever... (bem eu sei que ultimamente ando maravilhado com a minha nova guitarra)
Relembro breves trechos mentais, como que se de uma organização meticulosa e cronológica se tratasse, é como se consultasse um arquivo, será possivel que me encontre na letra Z, e não tenha encontrado algo para escrever.
Já escrevi sobre isto e sobre aquilo, tento puxar um assunto, o cérebro, esse orgão que se distingue pela sua grandiosidade, não parece querer cooperar...
Será uma fase passageira, ou terei chegado ao fim como quem vasculha o seu baú, encontrando-se mesmo no fundo sem mais nada a encontrar.
Não, recuso-me a bater em retirada, ainda há muito para contar, para escrever, para sonhar.
Tento relembrar-me dos últimos acontecimentos, algo marcante, para poder partilhar, mas nada me ocorre, possas, tenho mesmo uma vidinha, vai lá vai...
Após divagar por aqui e por ali ao som desta excelente música do André Sardet, que roda sem se cansar, acabo por reparar que já enchi este post de tralha.
Sendo assim, não me resta mais nada do que dar por finalizada esta sessão de escrita, para a próxima há mais e espero que seja bem mais proveitosa para vocês que lêem, porque para mim, é sempre uma escrita saborosa, se calhar sou mesmo muito pouco crítico...
A escrita, melodia essa que ultimanente não quer nada comigo...
Estarei a passar um momento de fraca inspiração, ou estarei apenas cansado de escrever... (bem eu sei que ultimamente ando maravilhado com a minha nova guitarra)
Relembro breves trechos mentais, como que se de uma organização meticulosa e cronológica se tratasse, é como se consultasse um arquivo, será possivel que me encontre na letra Z, e não tenha encontrado algo para escrever.
Já escrevi sobre isto e sobre aquilo, tento puxar um assunto, o cérebro, esse orgão que se distingue pela sua grandiosidade, não parece querer cooperar...
Será uma fase passageira, ou terei chegado ao fim como quem vasculha o seu baú, encontrando-se mesmo no fundo sem mais nada a encontrar.
Não, recuso-me a bater em retirada, ainda há muito para contar, para escrever, para sonhar.
Tento relembrar-me dos últimos acontecimentos, algo marcante, para poder partilhar, mas nada me ocorre, possas, tenho mesmo uma vidinha, vai lá vai...
Após divagar por aqui e por ali ao som desta excelente música do André Sardet, que roda sem se cansar, acabo por reparar que já enchi este post de tralha.
Sendo assim, não me resta mais nada do que dar por finalizada esta sessão de escrita, para a próxima há mais e espero que seja bem mais proveitosa para vocês que lêem, porque para mim, é sempre uma escrita saborosa, se calhar sou mesmo muito pouco crítico...
segunda-feira, outubro 02, 2006
Preguiçoso
Música: ON Álbum: "REGGAE - O melhor disco de sempre"
Porque será que nem sempre temos vontade de escrever.
A escrita que serve de fio condutor, deveria estar sempre a fervilhar nas nossas mentes, massacrando o cérebro para que ele vença a preguiça, essa maldita, que muitas vezes toma conta da ocorrência, tal agente de autoridade.
Como podem constatar não tenho escrevinhado nada, a desculpa de falta tempo, que tenho o dia demasiado ocupado, não deveria pegar, nem sequer deveria servir de desculpa.
Este fim-de-semana, tive a trabalhar numa feira de tuning em Odivelas.
Manifestamente não é mesmo nada para mim, não sou fã de carros nem ligo nada a isso. Foi o que eu chamo de fim-de-semana diferente.
A malta do tuning é porreira, mas é lógico que estamos confinados todos no mesmo espaço, não acredito que ali se crie inamizades. O espirito de competição sente-se no ar, todos mostram o "seu bólide", a última invenção, ele é Neons, malas com colunas, sub-woofers que em muitos casos, valem mais que o carro em si.
Até a malta mais velha, senhores e senhoras de meia-idade, aparecem com o seu carrinho (actualmente carrão, dadas as transformações).
Concluindo, o tuning não é de facto crime, isto se forem cumpridores do código de estrada, mas agora os meninos do street racing, esses já não se podem valer desse slogan...
Porque será que nem sempre temos vontade de escrever.
A escrita que serve de fio condutor, deveria estar sempre a fervilhar nas nossas mentes, massacrando o cérebro para que ele vença a preguiça, essa maldita, que muitas vezes toma conta da ocorrência, tal agente de autoridade.
Como podem constatar não tenho escrevinhado nada, a desculpa de falta tempo, que tenho o dia demasiado ocupado, não deveria pegar, nem sequer deveria servir de desculpa.
Este fim-de-semana, tive a trabalhar numa feira de tuning em Odivelas.
Manifestamente não é mesmo nada para mim, não sou fã de carros nem ligo nada a isso. Foi o que eu chamo de fim-de-semana diferente.
A malta do tuning é porreira, mas é lógico que estamos confinados todos no mesmo espaço, não acredito que ali se crie inamizades. O espirito de competição sente-se no ar, todos mostram o "seu bólide", a última invenção, ele é Neons, malas com colunas, sub-woofers que em muitos casos, valem mais que o carro em si.
Até a malta mais velha, senhores e senhoras de meia-idade, aparecem com o seu carrinho (actualmente carrão, dadas as transformações).
Concluindo, o tuning não é de facto crime, isto se forem cumpridores do código de estrada, mas agora os meninos do street racing, esses já não se podem valer desse slogan...
quinta-feira, setembro 28, 2006
Poesia Popular
Pássaro de rico é canário,
pássaro de pobre urubu,
rabo de rico é ânus,
e rabo de pobre é cu.
Moça rica é bacana,
moça pobre é xereta,
periquita de rica é vagina,
a da pobre é buceta.
Rico correndo é atleta,
pobre correndo é ladrão,
ovo do rico é testículo,
o do pobre é colhão.
O rico usa bengala,
o pobre usa muleta,
o rico se masturba,
o pobre bate punheta.
Autor: uma aluna do Colégio Bom Conselho (Fortaleza-CE)
pássaro de pobre urubu,
rabo de rico é ânus,
e rabo de pobre é cu.
Moça rica é bacana,
moça pobre é xereta,
periquita de rica é vagina,
a da pobre é buceta.
Rico correndo é atleta,
pobre correndo é ladrão,
ovo do rico é testículo,
o do pobre é colhão.
O rico usa bengala,
o pobre usa muleta,
o rico se masturba,
o pobre bate punheta.
Autor: uma aluna do Colégio Bom Conselho (Fortaleza-CE)
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